sexta-feira, 30 de abril de 2010

Decreto visa melhorias na saúde do DF

Nesta sexta-feira pela manhã, o governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, reuniu-se com sua equipe, em uma coletiva, no auditório, do Hospital Regional da Asa Norte, para divulgar o decreto assinado na quinta-feira (29), que institui o Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (PDPAS) para as Diretorias Gerais de Saúde e as Unidades de Referência Distrital da Rede Pública de Saúde do Distrito Federal. Estiveram junto com o governador, a vice-governadora Ivelise Longhi, o Deputado Distrital Dr. Charles, o secretário de Saúde, Joaquim Barros, o diretor geral do HRAN, Dr. Renato Alves Lima, e o secretário e a secretária adjunta de Orçamento, Planejamento e Gestão.



O decreto, que foi criado para a descentralização de ações relacionadas à saúde, tem como objetivo fornecer aos diretores gerais da rede pública de saúde autonomia gerencial progressiva, que será viabilizada por meio de transferência de recursos financeiros do Governo do Distrito Federal.

Hemocentro lança novo serviço de doação de sangue

Já está funcionando a coleta seletiva automatizada na Fundação Hemocentro de Brasília, no Setor Médico Hospitalar Norte. O novo serviço de coleta, conhecido como aférese, irá proporcionar padrão de excelência e melhor disponibilização de hemocomponentes aos pacientes do SUS/DF.

O procedimento consiste na separação dos componentes do sangue por meio de equipamento específico, que filtra o sangue total. A vantagem é obter hemocomponentes de qualidade e quantidade adequados, para serem transfundidos em pacientes politraumatizados e imunodeprimidos, que necessitam de sangue raro.

Na coleta por aférese, o procedimento é realizado com segurança para o doador e profissional porque todo o material utilizado é descartável, não havendo risco de contaminação. O tempo de duração da doação é cerca de 60 minutos, com um processo simples e supervisionado por médico hemoterapeuta.

Hospitais mais ágeis

Da Agência Brasília: Após uma semana de reuniões, conversas e visitas, o governador Rogério Rosso assinou um decreto de ação emergencial para a saúde pública do DF: o Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde. O documento firmado nesta sexta-feira (30), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), é o primeiro passo para a descentralização das ações na re pública que dará mais autonomia e agilidade ao funcionamento dos hospitais e unidades de atendimento.

A Secretaria de Saúde, as Regionais de Saúde e os profissionais da área solicitaram a diminuição da burocracia e da dependência de cada hospital com relação à própria Secretaria. A descentralização dará mais autonomia gerencial e financeira a todos os hospitais e regionais em questões cotidianas e emergenciais. Ficará mais fácil, por exemplo, adquirir materiais de consumo e permanentes, medicamentos e equipamentos, realizar reparos nas instalações nas máquinas e fazer pequenas reformas, além de contratar serviços.

O governador disse que é importante dar maior capacidade de ação e reação aos hospitais no que diz respeito aos problemas cotidianos. “O médico e a sua equipe não podem parar de dar atenção ao paciente para se preocupar com o que está faltando no hospital, ou por conta de um problema físico, de equipamento e de instalações. Ainda mais quando esse problema é fácil de ser solucionado”, afirmou Rosso.

A Secretaria de Saúde irá se reunir, na próxima semana, com cada conselho administrativo dos hospitais. Eles têm prazo de 30 dias para apresentar a proposta de regulamentação da ação. Também serão definidos critérios e especificações para aquisição de bens e serviços, bem como os modelos de relatórios de prestação de contas.

Para o secretário de Saúde, Joaquim Barros Neto, definir o regulamento e o valor do recurso será muito fácil, pois cada hospital tem sua Tesouraria, Contabilidade e Administração. Ele destacou que a ação é importante, pois os hospitais terão rapidez para resolver pequenos problemas sem ter de passar pela Secretária e esperar a liberação de uma licitação. “Faltou luva, o diretor terá autonomia e dinheiro para providenciar a compra”, disse.

O valor global a ser transferido será definido com bases em critérios de produção assistencial observados no Sistema de Informações Hospitalares e Ambulatoriais do Ministério da Saúde (AIH/SUS e SAI/SUS). “Vamos analisar as variáveis, como número de UTIs, internações, cirurgias e atendimentos em geral. Vamos respeitar as regras do Fundo de Saúde, do Ministério da Saúde. Acompanhar a evolução das ações, tudo nas melhores condições possíveis para que o recurso seja aplicado da melhor forma e com transparência”, afirmou Rogério Rosso.

Os recursos não poderão ser aplicados no pagamento de despesas com pessoal, encargos sociais ou qualquer outro vínculo empregatício, implantação de novos serviços, gratificações, festas, viagens e hospedagens, obras de infraestrutura, aquisição de veículos, compra ou locação de equipamentos de informática, pesquisa e publicidade.

Hras amplia atendimento odontológico

A direção da Regional de Saúde da Asa Sul (Hras) entregou nesta quinta-feira (29) a Unidade de Odontologia, que atenderá em media 30 pacientes ao dia de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã (7h às 12h), tarde (13h às 18h) e noturno (19h às 22h).
A Unidade está preparada para atender mensalmente cerca de 500 pacientes. O Centro de Especialidade Odontológica da Regional dispõe de seis consultórios para atendimento nas especialidades de radiologia, periodontia, odontopediatria, restaurações, diagnóstico de câncer bucal tratamento de pacientes com necessidades especiais.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) em 2009 realizou 220 mil atendimentos. Atualmente a SES conta com nove Centros de Especialidades Odontológicas nos hospitais de Sobradinho, Planaltina, Taguatinga, Ceilândia, Asa Norte, Asa Sul, Unidade Mista de Taguatinga, Centro de Saúde Nº 11 da Ceilândia e Diretoria de Saúde do Trabalhador (Disat).
A recuperação e ampliação dos serviços de especialidades odontológicas na rede pública de saúde fazem parte de um plano elaborado em 2007, que segundo o gerente de Odontologia da SES, Samuel Junqueira de Andrade Abreu recuperou o atendimento da atenção básica que na época estava sucateado. “A política atual do Ministério da Saúde por meio do Programa Brasil Sorridente trouxe novos desafios e ampliação do atendimento especializado em saúde bucal na rede pública de saúde”, destaca Samuel.
Em março deste ano, teve inicio o censo da saúde bucal da população do DF. O Censo mostrará os novos indicadores como a cárie dental, e as doenças da gengiva presente na população. Para Samuel, o censo apontará novos rumos para atenção primária – hoje desenvolvida pelos centros de saúde e pelas equipes do Programa Saúde da Família – nas atividades educativas e preventivas, a porta de entrada do atendimento da Saúde Bucal. As doenças de maior complexidade da Saúde Bucal como tratamento de canal, cirurgias, diagnóstico de lesões bucal serão atendidas nos Centros de Especialidades Odontológicas.
A nova Unidade, segundo o diretor do Hospital Regional de Saúde da Asa Sul (Hras) Alberto Henrique Barbosa é um avanço no atendimento da Saúde Bucal; “reativar a Odontologia do Hras foi um esforço de todos servidores desta casa.Oferecer um serviço especializado com conforto e qualidade é dos usuários quetrará.

Samu e Corpo de Bombeiros integram serviço

Os moradores do Distrito Federal que precisarem acionar os serviços de socorro móvel do Samu 192 ou do Corpo de Bombeiros, a partir de segunda-feira (3 de maio) vão contar com um serviço integrado entre as duas unidades. As chamadas de emergência médica serão enviadas aos médicos reguladores do Samu que vão avaliar a necessidade de deslocamento de ambulância para o socorro. “As chamadas relacionadas ao atendimento específico pelo Corpo de Bombeiros continuarão a ser atendidas pela corporação”, explica o coordenador do SAMU192-DF, Rodrigo Caselli. Com a integração, as autoridades de saúde pretendem evitar o deslocamento desnecessário de viaturas e equipes e a duplicidade no envio das mesmas.
De acordo com dados estatísticos das unidades, cerca de 40% das solicitações de socorro, no Distrito Federal, não representam efetivamente casos pertinentes para socorro com ambulância. A partir coordenação das chamadas, as ligações efetuadas serão analisadas a fim de detectar que realmente implicam em atendimento de emergência e que justifiquem o envio imediato de ambulância. Entre essas prioridades estão o atendimento a paciente inconsciente, paciente com sinais de dificuldade respiratória, acidentes variados e agressão com lesão grave.

As chamadas telefônicas que não se enquadrarem serão transferidas pelo próprio atendente da Ciade para a Central de Regulação Médica do Samu. Nesse caso, o médico decidirá a gravidade do caso e a necessidade de deslocamento de ambulância.